domingo, 15 de fevereiro de 2009

Feira da discórdia

por Leonardo Oliveira

Acontece a aproximadamente 10 anos no bairro de Santa Eugênia uma feira automotiva que promove a negociação de veículos dos moradores da região. A feira ocorre todos os domingos pela manhã nas proximidades do supermercado Extra.
Os vendedores chegam ao local e expõem seus veículos livremente sem qualquer organização formal, pois existe um grande interesse por veículos mais em conta. “Estou aqui à procura de um carro mais barato, até porque as prestações em uma concessionária estão super altas”, comenta a jovem Ilce Camila da Silva, 19 “Vale mais a pena compra um carro usado do que um 0 km” conclui a jovem.Embora a feira seja informal, os vendedores afirmam que a transação é totalmente legalizada, sendo registrada em cartório e acompanhada pelo DETRAN, trazendo assim uma maior segurança para os compradores. Assim como a legalização, o pagamento também não é realizado no local da feira para que haja um maior conforto entre ambas as partes. O interessado e o vendedor entram em contato e juntos combinam as melhores condições depagamento. “A feira funciona apenas como uma vitrine de divulgação, o trâmite é todo feito na minha casa” declarou o negociador Carlos Faria, 42.A história da feira é contada pela comerciante Neucina Eneu, 57. Ela conta que a feira acontecia no estacionamento do extinto mercado Paes Mendonça, porém quando o mesmo passou a ter uma nova administração o evento passou a ser realizado ao lado de fora, causando assim um grande incomodo para um grupo de moradores. “Não gosto dessa feira, pois simplesmente atrapalha todo o transito. É horrível quando os pedestres precisam passar pela calçada e ela está completamente interditada”. É fácil perceber o grande transtorno que é causado, “até mesmo os ônibus precisam esperar o da contra mão passar para que ele possa seguir em frente” reclama a moradora Heliédina Ferreira, 33. Um outro constante incomodo dos moradores é a sujeira deixada pelos vendedores em geral.Entretanto, um outro grupo de moradores não se incomoda com o acontecimento semanal, como o morador Paulo Henrique, que passeia com seu filho pequeno no local, “Não me incomodo nem um pouco, é bom para as pessoas que tem dificuldade para vender seus carros e motos, resido no bairro à 34 anos e nunca me importei”, conta o morador de mesma idade.

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