domingo, 15 de fevereiro de 2009

O Som que fere

por Leonardo Oliveira

Com a vida corrida que a maioria das pessoas tem hoje em dia, não se percebe o nosso ambiente cotidiano, e com isso algumas coisas que também não se fazem presente, como o auto barulho nas cidades, a chamada e pouco conhecida Poluição Sonora. Esse tipo de poluição é um dos problemas ambientais mais graves identificados atualmente. Este tipo de poluição se dá através de ruídos, que é o som indesejado, e vem sendo considerada uma das formas mais graves de agressão ao homem e ao meio em que vive.


O professor de Geografia, Giovanni Oliveira, 34 anos afirma que a nocividade do ruído está diretamente ligada á exposição diária ao barulho das grandes cidades. “A exposição ao barulho de máquinas, automóveis, fábricas, etc, acaba afetando a vida do homem, sem que ele perceba o perigo que está correndo ao se expor todos os dias a toda esta emissão de ruídos”.


No país existem legislações especificas que regula o limite de emissão de ruídos e proporcionam medidas de proteção contra os efeitos danosos da poluição sonora, entretanto não é isso o que percebemos ao andarmos nas ruas. As atividades cotidianas estão praticamente todas á cima de todos os valores padronizados por esta legislação


O jovem Lucas Lima, 16 anos foi vítima das irregularizações urbanas, ao participar de uma festa de carnaval acabou tendo o seu aparelho auditivo prejudicado pelo auto volume do som. “Não ouvi mais nada quando som começou a tocar, achei que tinha ficado surdo”. Lembra o jovem.
Este é, também um dos maiores problemas em relação a poluição sonora, jovens, adultos e até crianças vivem com o famoso MP3 ligado aos seus ouvidos durante todo o dia, e isso com certeza acarretará sérios problemas para a audição no futuro.


Questionada sobre o assunto, a jovem Jessyca Pereira também mostrou seu ponto de vista sobre o assunto, “Meu pai foi canditado a vereador pela terceira ou quarta vez esse ano e não acho muito legal esses carros de político fazendo propaganda deles em um volume ensurdecedor”, conta a jovem de 17.
A solução desse fenômeno é bem menos complexo do que se pode imaginar, além do bom censo de todos, “A conscientização do problema por parte da população, aliada a outras medidas de prevenção, seria uma valiosa contribuição para a redução do ruído urbano. O desenvolvimento de novas tecnologias na construção de motores e máquinas, maior consciência dos motoristas e relações mais respeitosas e tolerantes por parte de pessoas e entidades que fazem uso de som em níveis elevados (clubes, igrejas, bares, casas noturnas, particulares)”. Aponta o professor.

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